FLORIANÓPOLIS — A Polícia Federal apreendeu R$ 500 mil em espécie com o deputado estadual Marcos Vieira, candidato à reeleição e presidente do PSDB de Santa Catarina. O dinheiro foi localizado perto de uma agência bancária na capital catarinense, e a corporação informou que pretende pedir à Justiça Eleitoral autorização para abrir um inquérito.
A ação teve apoio da Controladoria-Geral da União (CGU). Segundo a PF, o valor havia sido previamente reservado para saque. A corporação não esclareceu se o dinheiro tinha acabado de ser retirado nem quem fez o agendamento bancário, procedimento exigido para operações de grande volume em espécie.
Investigação
A PF deve apurar a origem dos recursos e a finalidade do dinheiro, inclusive a possibilidade de crime eleitoral. O valor foi apreendido e preservado. A corporação ressaltou que ainda não há definição sobre a ocorrência de crime ou sobre a responsabilidade dos envolvidos.
O Tribunal Regional Eleitoral de Santa Catarina (TRE-SC) informou que não comentará o caso porque o processo tramita sob segredo de Justiça.
Em nota, a assessoria de Marcos Vieira afirmou que o tribunal reconheceu que o próprio deputado sacou os recursos de sua conta bancária e que a movimentação é compatível com o patrimônio informado no Imposto de Renda. “Não há conclusão quanto à prática de crime ou à responsabilidade das pessoas envolvidas”, informou a PF.
Patrimônio declarado
Neste ano, Vieira declarou à Justiça Eleitoral patrimônio de R$ 3,2 milhões. A relação inclui dois apartamentos em Florianópolis, avaliados em conjunto em R$ 1,5 milhão, metade de uma casa na capital, com valor de R$ 460 mil, além de parte de um terreno.
Também aparecem na declaração 26% de participação em uma empresa de exploração energética, avaliada em R$ 500 mil, R$ 300 mil em aplicações financeiras e dois carros. O documento não registra dinheiro em espécie.
Vieira exerce o quinto mandato consecutivo na Assembleia Legislativa de Santa Catarina. Na eleição de 2022, recebeu 48.466 votos. Neste ano, liderou o apoio do PSDB à reeleição do governador Jorginho Mello (PL).



