Florianópolis, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
Florianópolis 15°C 15° / 17° Mega-Sena 3064: 4 · 10 · 20 · 25 · 27 · 48
A escola, a ciência e o futuro
Brasil

PF conclui investigação sobre monitoramento ilegal na Abin e indicia Bolsonaro e Ramagem

Carlos Bolsonaro é apontado por uso político de informações, enquanto Ramagem é associado à organização do monitoramento ilegal.

Abin paralela: entenda indiciamento de Carlos Bolsonaro e Ramagem

A Polícia Federal concluiu, nesta terça-feira (17), a investigação sobre o uso ilegal de ferramentas de monitoramento na Agência Brasileira de Inteligência (Abin). Mais de trinta pessoas foram indiciadas, entre elas o vereador Carlos Bolsonaro (PL) e o deputado federal Alexandre Ramagem (PL-RJ).

Carlos Bolsonaro é apontado pela PF como chefe do chamado gabinete do ódio. Conforme a investigação, informações obtidas pela estrutura de monitoramento foram usadas para produzir e espalhar conteúdos nas redes sociais contra adversários políticos do ex-presidente Jair Bolsonaro.

Ramagem, que foi diretor da Abin durante o governo Bolsonaro, é indicado como o principal responsável por organizar o esquema de monitoramento. As investigações descrevem a participação de policiais, servidores e funcionários da agência em uma organização criminosa voltada ao acompanhamento de pessoas e autoridades públicas.

Sistema de rastreamento

De acordo com o relatório da PF, o sistema israelense de geolocalização FirstMile foi utilizado irregularmente, sobretudo em 2021, período anterior às eleições. Desenvolvida pela empresa Cognyte, antiga Verint, a ferramenta teria permitido rastrear até 10 mil celulares por ano nos três primeiros anos do governo Bolsonaro.

A apuração também aponta que celulares e computadores foram acessados sem autorização judicial. Ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), deputados e jornalistas teriam tido a localização monitorada pela estrutura, que funcionava fora dos procedimentos legais da Abin.

A PF confirmou ainda a atuação de Jair Bolsonaro por organização criminosa. Segundo as investigações, o ex-presidente sabia como o sistema funcionava, não adotou medidas para interromper as práticas e usou a estrutura em benefício próprio.

O nome de Bolsonaro não aparece necessariamente na lista formal de indiciados porque ele já responde pelo mesmo crime na ação sobre o golpe. O princípio da vedação da dupla incriminação impede que uma pessoa responda duas vezes pelo mesmo fato. As defesas dos indiciados ainda não haviam apresentado manifestação.

Texto produzido pela Redação Caderno do Saber com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

Receba nossa newsletterUma seleção diária, direto na sua caixa de entrada.