BRASÍLIA — O Pix por aproximação não terá mais o teto específico de R$ 500 por transação a partir de 1º de outubro. A mudança foi estabelecida pelo Banco Central (BC), que permitirá ao cliente solicitar ao banco o aumento ou a redução dos limites aplicados à modalidade.
A retirada do valor fixo não significa que pagamentos de qualquer quantia serão autorizados automaticamente. Cada operação continuará sujeita às configurações de segurança e aos limites definidos para a conta. Assim, uma transação de R$ 600 ou de R$ 1 mil poderá ser feita por aproximação se estiver dentro do limite disponível.
A alteração consta da Instrução Normativa BCB nº 746, publicada pelo Banco Central em junho. As novas regras também abrangem operações feitas por Código QR, chaves de acesso e pela jornada sem redirecionamento (JSR) do Open Finance.
Como solicitar a mudança
O banco deverá oferecer uma ferramenta de gerenciamento no aplicativo. O cliente precisará acessar as configurações do Pix, localizar a área de limites ou de gerenciamento do Pix por aproximação, escolher o aumento ou a redução do valor permitido e cumprir as etapas de autenticação exigidas pela instituição.
O Pix por aproximação usa a tecnologia NFC para permitir a comunicação entre o celular e a máquina de pagamento sem a digitação de dados. A modalidade está disponível desde fevereiro de 2025 e pode ser utilizada pelo aplicativo do banco ou por carteiras digitais compatíveis. Nesse caso, a conta bancária deve ser vinculada ao serviço antes do uso.
Para concluir o pagamento, o usuário informa que fará a operação via Pix, confere o estabelecimento, o valor e os dados da cobrança, aproxima o celular da máquina, realiza a autenticação exigida e confirma a transação. Dependendo das configurações do banco e da carteira digital, a autenticação pode ocorrer antes da conclusão.
Cuidados com as transações
Com a possibilidade de pagamentos maiores, o usuário deve conferir o valor exibido na maquininha e no celular, verificar o estabelecimento antes de aproximar o aparelho, manter o bloqueio de tela e os mecanismos de autenticação ativos e evitar entregar o celular desbloqueado a terceiros. Também é recomendado acompanhar as notificações e revisar periodicamente os limites no aplicativo.
Criado pelo Banco Central em 2020, o Pix movimentou mais de R$ 3,73 trilhões e registrou cerca de 8,11 bilhões de transações em agosto. No mesmo mês, o Pix por aproximação teve 2 milhões de operações, o equivalente a 0,06% do total. Em janeiro, a modalidade havia somado 1,06 milhão de transações.
