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Trump acusa Brasil de falhar no combate ao PCC e ao Comando Vermelho

Documento enviado ao Congresso dos EUA critica o governo brasileiro, mas não inclui o país entre os que falharam no combate às drogas.

Trump acusa Brasil de falhar no combate ao PCC e ao Comando Vermelho
Foto: ANI News/YouTube

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que o governo brasileiro não conseguiu enfrentar o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV). A crítica aparece em um documento anual encaminhado ao Congresso norte-americano e datado de terça-feira (15), com avaliações sobre governos e países relacionados ao trânsito ou à produção de drogas ilícitas no ano fiscal de 2027.

No texto, Trump diz que o PCC e o CV transformaram o Brasil em um centro dos fluxos internacionais de cocaína. O presidente norte-americano também classificou os grupos como organizações terroristas estrangeiras e defendeu que o governo brasileiro adote medidas para combatê-los.

O Departamento de Estado dos EUA designou oficialmente as duas facções como Organizações Terroristas Estrangeiras em 5 de junho. O anúncio havia sido feito em 28 de maio, com base na seção 219 da Lei de Imigração e Nacionalidade dos Estados Unidos e em uma ordem executiva de Trump.

Na ocasião, o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, afirmou que PCC e CV estão entre as organizações criminosas mais violentas do Brasil e que suas redes ultrapassam as fronteiras brasileiras. A classificação permite que autoridades norte-americanas ampliem sanções e outras medidas contra pessoas e entidades ligadas aos grupos.

O governo brasileiro contestou a decisão e defendeu que o combate às organizações criminosas seja conduzido pelo Brasil, com cooperação internacional e respeito à soberania nacional.

Classificações do documento

Apesar da crítica, o Brasil não foi incluído entre os países apontados por Trump como aqueles que falharam de maneira demonstrável em cumprir obrigações internacionais de combate às drogas. Nesse grupo estão Afeganistão, Bolívia, Birmânia, Colômbia e Venezuela.

O Brasil também não aparece na relação dos principais países de trânsito ou produção de drogas ilícitas. A lista reúne países da América, da Ásia e do Caribe, como México, Peru, Equador, Panamá, Costa Rica, Guatemala, Honduras, Haiti, Jamaica, Nicarágua, El Salvador, República Dominicana, Bahamas e Belize. Também estão relacionados China, Índia, Laos e Paquistão.

O documento elogia governos considerados próximos dos Estados Unidos, entre eles Argentina, Equador e El Salvador. Trump também menciona de forma positiva mudanças recentes na Venezuela, na Bolívia, na Colômbia e no Peru.

Na Colômbia, o presidente norte-americano citou a eleição de Abelardo de la Espriella e o compromisso dele com uma campanha contra o cultivo de coca e a produção de cocaína. Na Bolívia, destacou o governo de Rodrigo Paz, eleito em 2025, e a ampliação da cooperação bilateral em segurança e combate às drogas. No Peru, mencionou a presidente Keiko Fujimori e a intenção de trabalhar com os Estados Unidos e outros países aliados contra organizações criminosas.

Mesmo com os elogios, Peru, Colômbia, Equador e Venezuela permanecem entre os países considerados relevantes no trânsito ou na produção de drogas. O próprio documento ressalva que essa classificação não significa necessariamente falta de cooperação ou ausência de medidas contra o tráfico.

Trump também afirmou que Canadá e México precisam fazer mais para interromper o envio de drogas aos Estados Unidos. Sobre a China, disse que o país continua sendo o maior produtor mundial de diversos produtos químicos usados na fabricação ilegal de fentanil, metanfetamina e outras drogas sintéticas. O presidente norte-americano cobrou medidas mais agressivas para reduzir o fluxo dessas substâncias.

Texto produzido pela Redação Caderno do Saber com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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