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Empresa deve pagar R$ 15 mil por ofensas racistas contra funcionário em Goiás

Auxiliar de almoxarifado era alvo de comentários racistas feitos pelo chefe diante de outros empregados, segundo o TRT-GO.

Empresa deve pagar R$ 15 mil por ofensas racistas contra funcionário em Goiás
Foto: Reprodução/TV Anhanguera

Uma empresa foi condenada a pagar R$ 15 mil por danos morais a um auxiliar de almoxarifado que sofreu ofensas racistas do chefe imediato no ambiente de trabalho. A decisão é do Tribunal Regional do Trabalho de Goiás (TRT-GO), e já transitou em julgado, sem possibilidade de recurso.

Entre os comentários atribuídos ao supervisor estava a afirmação de que o funcionário seria levado “para o tronco” caso não fizesse “serviço de branco”. O trabalhador também era chamado de “haitiano” e “africano”, conforme o tribunal. As ofensas, segundo o TRT-GO, eram frequentes e ocorriam na presença de outros empregados.

Uma testemunha afirmou que o chefe perguntava “onde está o negão?” ao se referir ao trabalhador.

Entendimento da Justiça do Trabalho

Na sentença, o juiz Carlos Eduardo Gratão enquadrou o caso como racismo recreativo, expressão usada no meio jurídico para descrever o uso do humor na manifestação ou no encobrimento de hostilidade racial, com contribuição para a reprodução de desigualdades. A definição consta do Protocolo para Julgamento com Perspectiva Racial do Conselho Nacional de Justiça (CNJ).

O magistrado também rejeitou a interpretação de que os episódios representariam um mero aborrecimento. Para Gratão, “Trata-se de violência que atinge a honra, identidade étnico-racial, autoestima e pertencimento social da vítima”.

De acordo com a Justiça do Trabalho, o dano moral foi reconhecido pela violação da dignidade da pessoa. Nesse tipo de reparação, não é necessária a comprovação de sentimentos específicos, como dor ou sofrimento.

Posicionamento da empresa

A CIELT S/A Indústria e Montagens informou que respeita as decisões do Poder Judiciário e cumprirá integralmente a determinação. A empresa afirmou que a conduta do supervisor é incompatível com seus valores institucionais e com as políticas internas de respeito, diversidade e dignidade no trabalho.

A companhia também declarou que repudia o racismo e outras formas de discriminação, além de informar que o funcionário apontado como autor das ofensas foi desligado. Entre as medidas mencionadas estão treinamentos periódicos sobre respeito e diversidade, orientações sobre convivência, canal de denúncias e estrutura interna para acompanhar casos dessa natureza.

Texto produzido pela Redação Caderno do Saber com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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