O ChatGPT pode ser usado como um segundo par de olhos durante a produção de um texto, sem assumir o lugar de quem escreve. Em vez de gerar o conteúdo inteiro, a ferramenta pode ajudar a encontrar falhas de argumentação, repetições, clichês e trechos que diminuem o interesse do leitor.
A proposta é manter com o autor as escolhas sobre o que dizer e como dizer. Para isso, alguns comandos orientam a IA a fazer críticas, perguntas e verificações específicas.
Sete formas de revisar um texto com a ferramenta
1. Testar a ideia
Antes de começar, peça uma avaliação dos pontos frágeis da proposta. O comando pode investigar suposições tratadas como fatos e possíveis contra-argumentos: “Estou pensando em escrever um artigo argumentando que [ideia]. Não me ajude a escrevê-lo. Diga-me o que há de fraco na premissa, o que estou assumindo como verdade sem provas e onde um leitor cético poderia contra-argumentar.”
2. Descobrir o que ainda precisa ser pesquisado
Apresente o que já sabe sobre o assunto e solicite perguntas que ajudem a identificar lacunas. A orientação é não pedir respostas, mas uma lista do que ainda merece investigação antes de uma entrevista, reportagem ou apresentação.
3. Usar materiais próprios para compreender conteúdos complexos
Documentos técnicos, estudos e textos especializados podem ser fornecidos ao ChatGPT para que ele explique conceitos em linguagem mais acessível. O comando deve determinar que a ferramenta use apenas o material enviado e avise quando a pergunta não puder ser respondida com aquelas informações.
4. Pedir uma discordância
Para evitar uma resposta amigável demais, solicite o argumento mais forte contra a posição apresentada. Conhecer as evidências e os raciocínios usados para contestar uma ideia ajuda a localizar pontos que precisam de explicação ou sustentação.
5. Avaliar o ritmo do rascunho
O ChatGPT também pode ler o texto como um leitor impaciente e indicar os trechos com maior possibilidade de fazer alguém interromper a leitura. A instrução pede que ele explique a perda de interesse sem reescrever o conteúdo.
6. Identificar hábitos de escrita
Ao analisar um ou mais textos, a ferramenta pode apontar palavras repetidas, estruturas recorrentes, qualificadores desnecessários, clichês e padrões usados com frequência. A solicitação deve deixar claro que o texto não deve ser reescrito.
7. Fazer uma revisão crítica final
Antes da publicação, o ChatGPT pode atuar como um editor cético. A revisão deve procurar alegações factuais que precisam ser verificadas, suposições, contradições, inconsistências, argumentos sem sustentação e perguntas que ainda possam ficar para o leitor.
Esses usos colocam a inteligência artificial no apoio à leitura crítica, enquanto a pesquisa, a autoria e a decisão final permanecem com quem produz o texto.



