Uma mulher foi indiciada por furto qualificado mediante abuso de confiança após ser investigada por usar cartões e contratar empréstimos em nome de uma idosa de 61 anos, moradora de Goiânia. A vítima tem deficiência intelectual e era proprietária do imóvel alugado pela suspeita.
A Polícia Civil informou que os crimes começaram em janeiro de 2025. O depoimento de uma sobrinha, prestado em abril de 2026, registrou prejuízo de R$ 58.301,45. A investigação identificou até agora um valor maior, de R$ 63.093,14, distribuído da seguinte forma:
- R$ 9.476,21 em débitos automáticos relacionados a compras;
- R$ 33.588,48 em empréstimo consignado vinculado à aposentadoria;
- R$ 15.236,76 em outro empréstimo consignado vinculado à aposentadoria;
- R$ 2.291,69 em compras feitas com um cartão de crédito;
- R$ 2.500 em compras realizadas com outro cartão.
Segundo a delegada Azuen Magda Albarello, a relação de locação criou proximidade entre a investigada e a idosa. A suspeita teria recebido o cartão para ajudar a vítima, mas o inseriu em sua própria carteira digital e fez compras para si.
No caso dos empréstimos consignados, a delegada afirmou que Celena convenceu a idosa a acompanhá-la até uma agência bancária. A partir disso, teria obtido assinaturas e contratado operações vinculadas ao benefício da vítima. “O empréstimo junto ao INSS só foi possível porque ela ludibriou para ir até o banco”, disse Azuen.
De acordo com a delegada, Celena confessou as compras e os empréstimos. Ela também teria demonstrado arrependimento e alegado que contratou os empréstimos para compensar as compras anteriores. Para Azuen, porém, a intenção era usar os valores em benefício próprio.
O Ministério Público de Goiás pediu que seja investigada a forma como os cartões foram obtidos. Caso sejam identificadas falsificação de documentos ou utilização de dados falsos, a mulher também poderá responder por falsidade ideológica.



