A Apple apresenta nesta quarta-feira (9), às 14h (horário de Brasília), a nova geração do iPhone. O evento também pode marcar a estreia do primeiro celular dobrável da empresa e será o primeiro conduzido por John Ternus como CEO.
A companhia não confirmou os produtos que serão anunciados. Analistas, porém, apostam que o modelo dobrável será o principal destaque. O aparelho deve ter formato semelhante ao de um livro ou passaporte e abrir para revelar uma tela maior. Estimativas indicam preço acima de US$ 2.500, cerca de R$ 13 mil em conversão direta.
A Apple chegaria ao mercado de celulares dobráveis quase sete anos depois de Samsung, Google e Huawei. Para analistas, a entrada posterior pode permitir que a empresa acompanhe problemas enfrentados pelas concorrentes, especialmente relacionados à durabilidade da dobradiça e à marca que pode surgir no centro da tela quando o aparelho é aberto.
O evento tem como slogan “Surpresa e brilho” (“Surprise and shine”). A expectativa também inclui uma atualização dos modelos premium tradicionais, como o iPhone 18 Pro e o Pro Max. Os modelos mais baratos e o sucessor do iPhone Air podem ser apresentados no primeiro semestre de 2027.
Mudança no comando
John Ternus, 51, assumiu a direção da Apple no início do mês, depois de 15 anos de gestão de Tim Cook. Engenheiro de hardware e funcionário da empresa há 25 anos, ele é o primeiro engenheiro de produto a ocupar o cargo máximo da Apple neste século.
Antes de se tornar CEO, Ternus esteve à frente de projetos como os AirPods e a transição dos Macs para chips próprios da companhia. A mudança ocorre enquanto a Apple é pressionada a lançar novos produtos e a avançar no desenvolvimento de inteligência artificial.
A empresa também deve destacar a Siri e a Apple Intelligence. Em junho, apresentou uma versão reformulada da assistente, com recursos de inteligência artificial mais avançados. A Apple tenta concorrer com o Gemini, do Google, e com produtos da OpenAI.
A disponibilidade dos novos recursos pode enfrentar restrições regulatórias na Europa e levar mais tempo para chegar à China. Em junho, mais de 200 mil arquivos roubados da Tata Electronics, fornecedora da Apple, foram publicados na dark web. Entre os documentos estavam listas de componentes, informações sobre fornecedores e fotografias de aparelhos submetidos a testes de queda, que seriam do iPhone 18 Pro, segundo uma fonte.



