A Nasa divulgou uma descoberta feita pelo robô Curiosity durante a exploração dos vales do Monte Sharp, em Marte. O equipamento registrou buracos amplos e rasos em uma formação rochosa, com características diferentes das cavidades identificadas em outros momentos de sua missão, que costumam ser mais profundas e densas.
A imagem foi produzida pela câmera MAHLI (Mars Hand Lens Imager), instalada no rover. No mesmo registro, aparecem camadas cinzentas, ásperas e resistentes. Para a equipe científica, esse aspecto pode estar relacionado a uma composição química distinta.
“Crateras não são incomuns, ainda mais quando nódulos ou seixos resistentes se desprendem da rocha hospedeira, deixam um vazio”, afirmou Michelle Minitti, investigadora principal da Nasa. Segundo ela, as formações observadas eram mais largas e menos profundas do que as anteriores e não apresentavam objetos evidentemente associados à sua origem.
Investigação das formações
Os pesquisadores ainda tentam identificar como os buracos se formaram. Entre as possibilidades consideradas estão a erosão e a ação de um fenômeno que ainda não foi identificado. O registro é tratado como incomum pela equipe científica.
O Curiosity também encontrou rochas soltas na área. Esses materiais foram examinados pelo ChemCam (Chemistry and Camera complex), equipamento usado pelo robô para análises.
A Nasa realiza investigações em Marte há mais de 60 anos. O Curiosity foi desenvolvido pelo Laboratório de Propulsão a Jato da agência ao longo da década de 2000. O lançamento ocorreu em 26 de novembro de 2011, e a missão no planeta começou em 6 de agosto de 2012.
O robô tem entre seus objetivos estudar as condições ambientais e as formações rochosas de Marte. A missão também busca evidências de que o planeta tenha apresentado, no passado, condições favoráveis à vida.



