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Redes sociais ampliam rótulos e filtros para conteúdos feitos com IA

Pinterest, Meta, LinkedIn, TikTok e X adotam recursos para identificar, sinalizar ou limitar publicações geradas por inteligência artificial.

Redes sociais ampliam rótulos e filtros para conteúdos feitos com IA

Conteúdos gerados ou modificados por inteligência artificial já fazem parte da rotina de usuários e criadores nas redes sociais. Uma análise da Pangram, empresa que lançou um modelo de detecção de IA, examinou mais de 1 milhão de publicações no LinkedIn, Substack, Twitter/X, Reddit e Medium.

O levantamento apontou que o X/Twitter tinha quase 50% dos artigos escritos com IA. Em outro estudo, financiado com dados da Pangram e da Wayback Machine, pesquisadores indicaram que 35% dos sites recém-publicados foram gerados ou tiveram auxílio de inteligência artificial. O Pew Research Center havia registrado cerca de 10% de conteúdo escrito por IA.

As plataformas adotam estratégias diferentes para reconhecer esse material e informar o público. No Pinterest, o recurso GenAI permite reduzir a presença de conteúdos de IA no feed em categorias como arte, beleza, comida e bebida, saúde e decoração. A configuração fica em Configurações > Refine suas recomendações > Interesses da GenAI.

A empresa também informou que a taxa de conteúdos salvos desenvolvidos por criadores é 45% maior que a de qualquer outro tipo de conteúdo na plataforma. O Pinterest lançou ainda um modelo para aperfeiçoar a percepção humana de conteúdos gerados ou modificados por IA. Pins identificados como spam podem ser removidos.

Rótulos e denúncias nas plataformas

Na Meta, que reúne Facebook, Instagram e Threads, um rótulo de conteúdo de IA pode aparecer quando os sistemas identificam sinais desse tipo em uma publicação orgânica. Uma edição de foto que use IA para alterar cor ou tamanho, por exemplo, pode receber a indicação de que foi editada com essa tecnologia. A empresa também oferece o Meta AI Detection, voltado à verificação de fotos e vídeos criados com ferramentas de IA.

A Meta disponibiliza ainda a etiqueta Criador de IA para perfis que publicam principalmente conteúdo gerado por inteligência artificial. O recurso pode ser encontrado junto ao conteúdo da conta no Instagram e no Facebook.

A análise da Pangram apontou o LinkedIn como a plataforma com maior quantidade de conteúdo de inteligência artificial entre as redes avaliadas, com 62% do material identificado também no X/Twitter, Reddit e Substack. O LinkedIn criou a opção Parece conteúdo gerado por IA de baixa qualidade para denúncias. A plataforma define esse tipo de publicação como aquela sem ponto de vista claro, perspectiva única ou significado próprio.

Os usuários também podem receber um aviso de que uma publicação parece produzida por IA. Nesse caso, o conteúdo não é removido. O LinkedIn afirma que o uso de IA é aceito quando ajuda a agregar valor, aprimorar ou destacar a experiência e o conhecimento de uma pessoa real.

No TikTok, imagens, vídeos e áudios gerados por IA são chamados de AIGC. Criadores devem identificar todo AIGC que possa conter conteúdo realista e são incentivados a sinalizar publicações significativamente modificadas por IA. A identificação pode ser feita com texto, adesivo com hashtag ou contexto na descrição.

A plataforma oferece um selo de criador identificado como conteúdo gerado por IA e um selo automático de conteúdo gerado por IA, que pode aparecer quando são usados efeitos de IA do TikTok em vídeos. Já o X/Twitter ampliou os rótulos Feito com IA e reforçou as Notas da Comunidade, que permitem acrescentar contexto, esclarecer ou corrigir informações nas publicações.

Texto produzido pela Redação Caderno do Saber com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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