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Análises integradas são necessárias para enfrentar desafios de transporte e políticas públicas

Augusto César Barreto Rocha defende que problemas complexos sejam discutidos a partir da relação entre diferentes variáveis e propostas.

Análises integradas são necessárias para enfrentar desafios de transporte e políticas públicas

Problemas como transporte, infraestrutura, saúde, segurança, clima e políticas públicas não deveriam ser analisados de forma isolada. A avaliação é de Augusto César Barreto Rocha, doutor em Engenharia de Transportes e professor da UFAM, que defende o uso de abordagens capazes de relacionar diferentes variáveis e considerar os efeitos das decisões ao longo do tempo.

Para o autor, a infraestrutura de transportes exige atenção especial porque envolve obras complexas e caras. Milhões de pessoas enfrentam diariamente deslocamentos em sistemas públicos considerados ineficientes, lentos, desconfortáveis e caros. Embora existam soluções conhecidas, elas não seriam simples nem baratas, o que torna insuficiente a apresentação de propostas sem análise técnica adequada.

A mesma lógica, segundo Rocha, vale para as conexões entre municípios e estados. O debate costuma se concentrar em uma obra específica ou nos custos, enquanto questões como eficiência e redução do tempo perdido por grandes grupos recebem menos atenção. O autor afirma que a demora e as dificuldades dos deslocamentos acabam sendo tratadas como normais.

Distância entre propostas e avaliação

Rocha também relaciona o planejamento urbano ao conceito de Cidade de 15 Minutos, apresentado no livro do colombiano Carlos Moreno e adotado em vários países. A ideia é aproximar os locais de origem e destino. Na avaliação do professor, o Brasil segue em direção oposta ao criar áreas mais distantes dos centros urbanos.

No campo político, o autor critica debates organizados pela oposição entre grupos, sem comparação detalhada entre projetos de governo. Promessas genéricas para melhorar o transporte ou ampliar investimentos em segurança, afirma, não permitem avaliar diferenças entre as propostas.

Para Rocha, a responsabilidade pela superficialidade não está apenas nos debates públicos. Campanhas e sociedade também deveriam cobrar comparações mais detalhadas. Sem essa análise, os interesses de grandes parcelas da população permanecem fora das discussões, enquanto temas ligados a afetos, fofocas e poucos efeitos ganham espaço.

Augusto César Barreto Rocha é diretor adjunto da FIEAM e responsável pelas Coordenadorias de Infraestrutura, Transporte e Logística.

Texto produzido pela Redação Caderno do Saber com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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