MANAUS — A Justiça Eleitoral lançou o programa Seu Voto Importa para ampliar o acesso às urnas e diminuir obstáculos enfrentados por eleitores com deficiência ou mobilidade reduzida. Nas eleições de 2026, 1.970.165 pessoas com algum tipo de deficiência estão aptas a votar, entre 158,7 milhões de eleitoras e eleitores. O número é 42% maior que o registrado em 2022, quando eram 1.381.348 pessoas, e representa o maior contingente da história.
Quem precisar de ajuda para chegar ao local de votação poderá solicitar transporte especial gratuito à Justiça Eleitoral. O pedido deverá ser apresentado até 20 dias antes da eleição. O serviço também é assegurado à população de territórios indígenas, comunidades remanescentes de quilombos e outras comunidades tradicionais, sem restrição aos limites municipais.
A quantidade de seções principais preparadas para receber pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida subiu de 156.296, em 2022, para 220.577 nas eleições de 2026, alta de 41%. Esses espaços têm rampas, circulação sem obstáculos e outras condições de acesso.
As urnas eletrônicas oferecem recursos para dar mais autonomia durante a votação. Pessoas com deficiência visual podem receber orientação sobre o sistema de áudio e utilizar fone descartável fornecido pela Justiça Eleitoral. A tecla 5 tem identificação tátil, e também são aceitos recursos de acessibilidade e tecnologias assistivas. As urnas contam ainda com teclado em braille, voz sintetizada — chamada “Letícia” — e intérprete de Libras no canto inferior da tela. O eleitor pode ser acompanhado por uma pessoa de sua escolha, mesmo sem ter feito solicitação antecipada.
Entre o eleitorado indígena, 287.157 pessoas estão aptas a votar nas eleições de 2026. O atendimento pode ser feito na língua materna, e não é exigido domínio do português para obter o título. Essas garantias também valem para quilombolas e integrantes de comunidades tradicionais. As regras respeitam a autodeclaração étnico-racial e permitem, quando a legislação autorizar, a escolha do local de votação mais adequado dentro da circunscrição eleitoral.
Pessoas transgênero podem registrar e usar nome social e identidade de gênero no cadastro eleitoral. A inclusão do nome social no título é permitida desde 2018 por decisão do Tribunal Superior Eleitoral. O nome civil não é divulgado quando há cadastro com nome social, salvo exigência legal ou pedido do titular dos dados. Nas eleições de 2026, 38.472 eleitoras e eleitores estão cadastrados dessa forma, contra 7.945 em 2018, crescimento de mais de quatro vezes.



