Florianópolis, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
Florianópolis 15°C 15° / 17° Mega-Sena 3064: 4 · 10 · 20 · 25 · 27 · 48
A escola, a ciência e o futuro
Brasil

Mendonça substitui prisão de investigados do caso dos descontos no INSS

Romeu Carvalho Antunes usará tornozeleira e terá restrições; ex-procurador do INSS também foi solto por decisão do ministro.

Mendonça substitui prisão de investigados do caso dos descontos no INSS
Foto: Bruno Spada/Câmara dos Deputados

O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou a soltura de Romeu Carvalho Antunes, investigado na Operação Sem Desconto, que apura fraudes em descontos associativos de aposentadorias e pensões do Instituto Nacional de Seguro Social (INSS). A prisão preventiva, mantida desde 18 de dezembro de 2025, foi substituída por medidas cautelares.

Antunes deverá usar tornozeleira eletrônica, entregar o passaporte e não poderá deixar o país. Também está proibido de manter contato, direta ou indiretamente, com outros investigados e testemunhas do caso. Ele é filho do empresário Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”, que continua preso.

A decisão impede ainda que Romeu frequente entidades associativas com as quais tenha mantido relação ou acesse instalações do INSS e da Dataprev, empresa pública responsável por administrar o banco de dados da autarquia. O investigado deverá permanecer na comarca onde mora e dependerá de autorização judicial para sair dela.

Mendonça considerou que a prisão integral deixou de ser necessária diante do estágio da investigação e da possibilidade de controlar os deslocamentos de Romeu. “A análise atual deve considerar, cumulativamente, o estágio alcançado pela investigação”, afirmou o ministro na decisão.

A situação de saúde também foi considerada. Conforme informações apresentadas pela defesa e mencionadas no documento, Romeu foi internado em junho no Hospital Regional da Asa Norte (HRAN), em Brasília, depois de apresentar cólicas intensas, febre e vômitos causados por cálculos renais. Um dos cálculos estava no ureter direito e provocava obstrução. Para Mendonça, as condições de saúde “denotam fragilidade a demandar cuidados médicos”.

A Procuradoria-Geral da República (PGR) não concordou com a soltura. O órgão reafirmou a gravidade das condutas atribuídas ao investigado e avaliou que a medida poderia oferecer risco à ordem pública e à instrução processual.

Ex-procurador do INSS

Na mesma decisão, Mendonça determinou a soltura de Virgílio Antônio Ribeiro de Oliveira Filho, ex-procurador-geral do INSS. A Polícia Federal o indiciou por participação no desvio de contribuições associativas de aposentadorias e pensões.

A prisão foi substituída por tornozeleira eletrônica e pela proibição de comunicação com outros investigados. Ele também não poderá acessar as dependências do INSS ou da Dataprev.

Texto produzido pela Redação Caderno do Saber com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

Receba nossa newsletterUma seleção diária, direto na sua caixa de entrada.