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CNJ autoriza retorno de desembargador ao TJMS durante investigação

Alexandre Aguiar Bastos poderá reassumir funções no tribunal, enquanto Vladimir Abreu da Silva permanecerá afastado por decisão unânime.

CNJ autoriza retorno de desembargador ao TJMS durante investigação
Foto: Divulgação

O Conselho Nacional de Justiça decidiu, por 8 votos a 5, que Alexandre Aguiar Bastos pode voltar imediatamente às atividades no Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul. O desembargador estava afastado desde 2024 e é investigado em um processo disciplinar relacionado à Operação Ultima Ratio, da Polícia Federal.

A votação ocorreu nesta sexta-feira (18). Embora todos os conselheiros tenham apoiado a continuidade do Processo Administrativo Disciplinar (PAD) contra Alexandre, houve divergência sobre a necessidade de mantê-lo longe do cargo. Oito votaram pelo retorno, e cinco defenderam a permanência do afastamento.

Edson Fachin, Daiane Nogueira de Lira, Kátia Magalhães Arruda, Rodrigo Badaró e Andréa Cunha Esmeraldo votaram pela manutenção da medida. Jaceguara Dantas declarou impedimento, e Ulisses Rabaneda não participou da sessão por ausência justificada.

Situação de Vladimir Abreu da Silva

O desembargador Vladimir Abreu da Silva continuará afastado do TJMS. Os 13 conselheiros que participaram da decisão foram unânimes em manter a medida cautelar e prorrogar o PAD por mais 140 dias, contados a partir de 17 de setembro.

Os procedimentos disciplinares dos dois magistrados seguem em andamento. Vladimir está afastado desde outubro de 2024 e teve um PAD aberto pelo CNJ em dezembro do ano passado. Alexandre também passou a ser alvo de processo no Conselho em dezembro de 2025.

Investigação

Alexandre e Vladimir estão entre os cinco desembargadores afastados durante a Operação Ultima Ratio, deflagrada em outubro de 2024. Na ação, a Polícia Federal cumpriu 44 mandados de busca e apreensão contra magistrados, servidores públicos, advogados e empresários.

A investigação apura suspeitas de venda de decisões judiciais no tribunal. Em relação a Alexandre, também são analisadas suspeitas sobre sua atuação em processos envolvendo prefeituras que haviam contratado um escritório cuja sócia era a filha do desembargador.

Quando o PAD foi aberto, a defesa de Alexandre declarou que o procedimento não representava uma conclusão sobre a existência de irregularidades e afirmou confiar na demonstração da correção da atuação do magistrado.

Texto produzido pela Redação Caderno do Saber com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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