Florianópolis, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
Florianópolis 15°C 15° / 17° Mega-Sena 3064: 4 · 10 · 20 · 25 · 27 · 48
A escola, a ciência e o futuro
Sul

MPT pede R$ 30 milhões em ação contra Havan e Luciano Hang em Goiás

Ação aponta possível pressão sobre trabalhadores durante discurso feito na inauguração de uma loja em Caldas Novas.

MPT pede R$ 30 milhões em ação contra Havan e Luciano Hang em Goiás
Foto: Divulgação/Havan

O Ministério Público do Trabalho em Goiás (MPT-GO) ajuizou uma ação civil pública contra a Havan e o empresário Luciano Hang por suposto assédio eleitoral. O processo tramita na Justiça do Trabalho em Goiânia e tem como referência declarações feitas por Hang durante a inauguração de uma filial da rede em Caldas Novas, no sul de Goiás, no final de agosto.

A divulgação ocorreu nesta quinta-feira (17), pelo Ministério Público de Goiás. Na petição, o MPT afirma que o empresário falou a funcionários recém-contratados e fez críticas a pautas trabalhistas. Para o órgão, o discurso teria associado a escolha dos trabalhadores nas eleições a riscos de demissão, redução de renda e precarização profissional.

Pedidos do Ministério Público

O MPT sustenta que as declarações podem caracterizar coação e interferência indevida na liberdade política dos empregados. A ação pede que a empresa e o empresário sejam condenados ao pagamento de R$ 30 milhões por danos morais coletivos.

Também foi solicitada indenização individual de ao menos 20 vezes o último salário para cada funcionário atingido. Entre as medidas requeridas estão a gravação, por Hang, de um vídeo de retratação em até 48 horas, a garantia de liberação da equipe para votar nos dias de eleição e a adoção de normas permanentes de neutralidade política nas lojas.

Manifestação de Luciano Hang

Em nota, Hang afirmou que tem direito de expressar sua opinião e disse que, durante a inauguração, falava sobre a liberdade de trabalhar, a relação entre emprego e felicidade e a importância do trabalho para alcançar objetivos. Segundo ele, não houve menção a candidato ou partido, nem pedido para que os funcionários votassem de determinada maneira.

“Não falei de candidato. Não falei de partido. Não pedi voto para ninguém”, declarou.

O empresário também afirmou que sofre perseguição desde 2018 por se posicionar publicamente. Ele disse respeitar o Ministério Público do Trabalho e a Justiça, mas defendeu que também sejam respeitados os empresários que geram empregos, investem no país e acreditam no Brasil.

Texto produzido pela Redação Caderno do Saber com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

Receba nossa newsletterUma seleção diária, direto na sua caixa de entrada.