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Três policiais vão a júri por morte de advogado em Goiânia após 14 anos

Ednailton Pereira de Souza, Luiz Frederico de Oliveira e Jonathas Atenevir Jordão respondem por homicídio simples no caso Davi Sebba.

Três policiais vão a júri por morte de advogado em Goiânia após 14 anos
Foto: Reprodução/Arquivo pessoal

Três policiais militares enfrentam júri popular pela morte do advogado Davi Sebba, ocorrida há 14 anos. O julgamento começou nesta quinta (1) e segue na sexta-feira (2). Os réus são o tenente Ednailton Pereira de Souza, o sargento Luiz Frederico de Oliveira e o soldado Jonathas Atenevir Jordão. Eles respondem por homicídio simples.

Sebba foi morto aos 38 anos, no estacionamento de um supermercado, em Goiânia, na noite em que nasceu o primeiro filho. Na época, a Polícia Militar informou que os agentes haviam sido avisados de que o advogado estaria no local para se encontrar com um comprador de drogas.

O irmão da vítima, Pedro Ivo, acompanhou o início do julgamento e afirmou que os acusados devem ter direito à defesa, mas defendeu a condenação dos três. “Depois de 14 anos estamos, hoje, iniciando esse julgamento que eu espero que ocorra da forma mais justa possível”, disse.

A esposa de Jonathas Jordão, Isadora Jordão, também esteve presente na sessão. Ela declarou esperar que a inocência do marido seja demonstrada.

Histórico do processo

Davi Sebba foi abordado e morto pelos policiais no dia 5 de juho de 2012. Os agentes foram indiciados por homicídio qualificado, fraude processual, porte ilegal de arma de uso restrito e disparo de arma do fogo. O Ministério Público de Goiás apresentou denúncia pelos mesmos crimes.

Em 2017, Ednailton Pereira de Souza e Luiz Frederico de Oliveira foram absolvidos dos crimes pelos quais respondiam, enquanto Jonathas Atenevir Jordão foi enviado a júri popular. Na decisão, o magistrado afirmou que a presença dos policiais juntos não comprovava conluio ou divisão de tarefas.

Em março de 2022, o Tribunal de Justiça de Goiás analisou quatro recursos relacionados ao julgamento de 2017. Em abril do mesmo ano, a 1ª Câmara Criminal do tribunal aceitou, por unanimidade, o recurso que apontava que o advogado havia sido morto sem possibilidade de defesa.

Texto produzido pela Redação Caderno do Saber com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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