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Quebra-torto reúne arroz, macarrão e carne antes do trabalho no Pantanal

Refeição servida antes das 5h faz parte da rotina de trabalhadores rurais de fazendas de Corumbá, em Mato Grosso do Sul.

Quebra-torto reúne arroz, macarrão e carne antes do trabalho no Pantanal
Foto: LunaGarcia/Reprodução

Antes do nascer do sol, trabalhadores rurais de fazendas do Pantanal de Mato Grosso do Sul fazem uma refeição tradicional para começar a jornada: o Quebra-torto. Servido antes das 5h, o prato reúne preparações como arroz carreteiro, macarrão de comitiva e paçoca de carne.

Em alguns dias, os trabalhadores deixam as fazendas ainda no escuro e usam lanternas no caminho. Enquanto a equipe se prepara para as atividades, o cozinheiro João Arruda acende o fogo a lenha e começa a preparar a comida.

Aos 71 anos, João afirma que trabalha com esse tipo de alimentação há cerca de 60 anos. Para ele, o Quebra-torto é preparado pela manhã porque os trabalhadores saem cedo e precisam se alimentar antes do serviço.

O nome da refeição está ligado ao uso da palavra “torto” para falar da fome. Assim, o prato é servido no início do dia, antes do trabalho. O trabalhador rural Odaildo Lemos de Brito diz que a refeição integra a rotina das fazendas e ajuda a sustentar a jornada.

Preparações da refeição

Na fazenda em Corumbá, João prepara arroz carreteiro, macarrão e paçoca de carne. Para fazer a paçoca, a carne seca é cozida, desfiada e frita. Depois, vai para o pilão com farinha, onde é socada até que os ingredientes se misturem. A cebola pode ser frita no óleo, e a manteiga é acrescentada depois.

O arroz carreteiro leva carne de sol cortada em pedaços pequenos, óleo, alho e arroz. Após fritar a carne e os demais ingredientes, João acrescenta água e deixa a preparação cozinhar. Segundo ele, o prato fica pronto em cerca de 30 minutos.

O macarrão é feito na panela com carne seca e cebolinha. Os ingredientes são fritos, e depois recebem água para cozinhar. João afirma que essa preparação também leva mais 30 minutos.

Na hora de servir, os trabalhadores mantêm a panela tampada depois que a comida é colocada no prato, um dos costumes associados à rotina pantaneira. O horário de retorno às fazendas varia, porque a jornada segue ao longo do dia.

Para Claudeir Pinheiro, o cheiro da comida marca o começo da rotina e ajuda a animar os trabalhadores a levantar. O Quebra-torto permanece ligado ao início do trabalho nas fazendas do Pantanal de Mato Grosso do Sul.

Texto produzido pela Redação Caderno do Saber com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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