A agência reguladora americana FDA autorizou o uso do SportSuite Vision em procedimentos cirúrgicos com o Apple Vision Pro. A decisão, concedida em 17 de julho de 2026 sob o registro DEN250116, permite a utilização do aplicativo no mercado norte-americano.
Desenvolvido pela Stryker, empresa americana de tecnologias médicas, o sistema foi empregado em uma artroscopia de quadril no hospital Duke Health. O procedimento foi conduzido por Chad Mather III, cirurgião ortopédico especializado em quadril.
Durante a operação, o profissional acompanhou o vídeo da câmera artroscópica e consultou informações médicas sem precisar desviar o olhar do paciente. O SportSuite Vision organiza quatro fontes de dados em uma mesma visualização: o vídeo ao vivo da artroscopia, as medições do HipCheck, as análises do HipMap e imagens de tomografia computadorizada.
Os painéis podem ser movimentados no espaço virtual, permitindo aproximar as informações consideradas mais importantes da área de trabalho. A proposta é reduzir a necessidade de alternar entre monitores físicos e manter dados de referência acessíveis durante o procedimento.
Limites definidos pela autorização
O produto foi classificado pela FDA como um sistema de visualização assistida por computador para cirurgia. De acordo com a Stryker, é o primeiro aplicativo autorizado pela agência para uso intraoperatório no Apple Vision Pro.
A autorização determina que as imagens virtuais sejam utilizadas junto dos monitores disponíveis para os demais integrantes da equipe. A tomografia exibida no headset tem finalidade informativa e não deve ser usada para diagnóstico. O sistema também não substitui a interpretação médica nem os equipamentos convencionais do centro cirúrgico.
A permissão vale para os Estados Unidos e não representa liberação automática em outros países. Ainda devem ser avaliados aspectos relacionados ao uso prolongado, como conforto, higiene, conectividade e integração aos protocolos de cada hospital.
Segundo a Stryker, Mather participou do desenvolvimento do software e avaliou que a integração torna o fluxo de trabalho mais natural. A empresa também afirma que a ferramenta pode facilitar a colaboração remota, desde que haja infraestrutura hospitalar adequada, sem substituir os profissionais presentes na sala de cirurgia.




