Um número crescente de pessoas considera que as redes sociais manipulam e dividem a população, além de prejudicarem a democracia. A conclusão foi divulgada pelo Pew Research Center nesta quinta-feira (1).
Embora a maioria dos entrevistados ainda diga que essas plataformas informam a população e ampliam sua participação na política, aumentou a parcela que as classifica como algo “ruim” em comparação com 2022. A avaliação aparece em diferentes países, com maior peso entre moradores de economias mais desenvolvidas.
Nos Estados Unidos, 64% dos adultos ouvidos afirmaram que as redes sociais prejudicam a democracia. Essa percepção cresceu em 16 dos 26 países que tinham dados anteriores disponíveis. Estados Unidos, Canadá e Reino Unido registraram níveis mais altos de preocupação do que Gana, Quênia e Nigéria.
Regras e proteção de usuários
Empresas responsáveis por aplicativos como Meta, Snap e TikTok enfrentaram milhares de processos e pagaram grandes quantias para encerrar alegações de danos aos usuários. Paralelamente, governos procuram formas de proteger a privacidade da população.
A Austrália propôs permitir que usuários escolham não receber feeds recomendados por algoritmos. O país também se tornou o primeiro do mundo a proibir o uso de redes sociais por menores de 16 anos. Na pesquisa mais recente do Pew, 82% dos adultos australianos disseram apoiar a restrição do acesso de crianças às plataformas.
O levantamento reuniu mais de 45.000 pessoas em 37 países. O Pew Research Center também ouviu outros 5.511 adultos norte-americanos sobre o uso das redes sociais nos Estados Unidos.



