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Justiça eleitoral manda retirar anúncios de Wilson Lima contra Maria do Carmo

Decisão ordena à Meta a remoção de três vídeos e proíbe novas publicações com acusações semelhantes.

Justiça eleitoral manda retirar anúncios de Wilson Lima contra Maria do Carmo
Foto: Internet/reprodução

O juiz auxiliar da propaganda eleitoral Diogo Oliveira Nogueira Franco determinou a retirada de três anúncios impulsionados pelo ex-governador e candidato ao Senado Wilson Lima, do União Progressista, nas plataformas Facebook e Instagram. A decisão foi tomada após pedido de urgência da coligação “Mudar É Urgente!”, formada por PL e Novo, da candidata Maria do Carmo.

Nos vídeos, Wilson relaciona Maria do Carmo à validação de uma suposta ameaça atribuída ao crime organizado. Embora o nome da candidata não apareça nas peças, o juiz considerou que ela pode ser identificada por ser a única mulher na disputa pelo cargo.

A decisão registra que Wilson afirmou que a ameaça contra sua campanha teria sido “comemorada” pela candidata. Segundo a acusação apresentada nos anúncios, ela teria validado a ameaça ao compartilhar uma publicação nas redes sociais. Na sequência, o candidato declara: “não faço acordo com bandido”.

Medidas determinadas

O magistrado informou que os anúncios eram pagos e permaneciam ativos na Biblioteca de Anúncios da Meta, com o registro “ELEIÇÃO 2026 WILSON MIRANDA LIMA SENADOR”. Para ele, o conteúdo configura propaganda negativa impulsionada, ainda que combine propaganda pessoal e críticas à adversária, prática proibida pela legislação eleitoral.

A Meta deverá remover os três anúncios em até 24 horas. O descumprimento pode gerar multa diária de R$ 5 mil, limitada a R$ 50 mil. Wilson Lima também foi impedido de impulsionar novamente o mesmo material ou outros conteúdos com acusações semelhantes, sob risco de nova multa por cada veiculação identificada. O candidato foi notificado para apresentar defesa.

Em 27 de agosto, a conta oficial de Maria do Carmo compartilhou um comunicado atribuído a uma facção criminosa. O texto ameaçava Wilson Lima e Tadeu de Souza, ex-vice-governador e candidato a deputado federal pelo União Progressista, e proibia a atuação dos dois em áreas controladas pelo grupo. Em 3 de setembro, a campanha de Wilson foi alvo de um suposto ataque a tiros na zona norte de Manaus, que feriu um policial militar da equipe de segurança.

Texto produzido pela Redação Caderno do Saber com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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