A Nasa e a IBM lançaram, na última quinta-feira, 10, um modelo de inteligência artificial (IA) de código aberto voltado à exploração da Lua. Chamado NASA-IBM Lunar Foundation Model, o sistema foi desenvolvido em conjunto pelas duas organizações para ajudar pesquisadores a analisar dados acumulados ao longo de décadas sobre o satélite.
O modelo reúne informações obtidas por diferentes instrumentos e pode reduzir a dependência de leituras manuais de mapas e de ferramentas criadas para tarefas específicas. Em comunicado, a IBM afirmou que a tecnologia poderá “transformar décadas de dados complexos” em informações úteis para a pesquisa e para o estabelecimento de uma presença humana sustentável na Lua.
Entre as aplicações previstas está a investigação de possíveis depósitos de gelo lunar, crateras e sinais de atividade vulcânica. As áreas de gelo ficam em regiões da Lua permanentemente sombreadas, sem receber luz solar. Esses locais podem conter água e oxigênio, recursos considerados importantes para futuras missões humanas.
As crateras também estão entre os alvos do modelo. Como a Lua não tem atmosfera, sua superfície é atingida por meteoritos e asteroides. Essas marcas ajudam a estudar a evolução geológica e a composição interna do satélite. A ferramenta também poderá contribuir para observações mais detalhadas de formações vulcânicas lunares.
Relação com futuras missões
A Nasa, o governo americano e empresas privadas de exploração espacial, como Blue Origin e SpaceX, planejam a construção de um posto humano permanente na Lua. A agência trabalha na Moon Base, apresentada como a primeira base humana permanente no satélite e parte da continuidade da missão Artemis. Na fase final da missão, um grupo de cientistas deverá viver em solo lunar.



