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Educação

PISA mostra distância entre estudantes brasileiros e destaca apoio dos professores

Avaliação aponta desigualdade socioeconômica, baixo desempenho e mudanças na relação dos alunos com docentes e famílias.

PISA mostra distância entre estudantes brasileiros e destaca apoio dos professores

O apoio dos professores aparece como um dos principais pontos positivos percebidos pelos estudantes brasileiros no PISA 2025. Ao mesmo tempo, a avaliação mostra que a origem social continua fortemente associada ao desempenho escolar e que a participação das famílias na rotina dos alunos diminuiu.

Realizado pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) com estudantes de 15 anos, o Programa Internacional de Avaliação de Alunos manteve, no Brasil, resultados próximos aos registrados em 2022. As pontuações ficaram abaixo das médias da organização nas quatro áreas avaliadas.

Apoio docente e ambiente escolar

Segundo o relatório, 82% dos estudantes brasileiros dizem que os professores demonstram interesse pela aprendizagem de cada aluno. O índice supera a média da OCDE, de 69%. Também são maioria os que afirmam que os docentes continuam ensinando até que a turma compreenda o conteúdo: 78%, contra 66% na organização. Outros 76% relatam receber ajuda extra quando necessário, diante de 73% na média da OCDE.

A relação de confiança aparece ainda no fato de 81% dos estudantes procurarem os professores quando precisam de ajuda. Além disso, 16% consideram a escola uma perda de tempo, proporção menor que a média de 24% dos países da OCDE.

O cotidiano das salas, porém, é afetado por barulho e desordem. Cerca de 44% dos alunos afirmam que esses fatores interrompem a maioria das aulas de ciências, ante 31% na OCDE. Outros 25% dizem não conseguir trabalhar bem nesses ambientes. A distração causada por telas é relatada por 25% dos estudantes brasileiros, contra 28% na média da organização, mas está associada a uma perda de 19 pontos em ciências no país, diante de 11 pontos na OCDE.

Diferenças de desempenho

O Brasil teve 409 pontos em ciências, 408 em leitura, 377 em matemática e 406 em resolução de problemas computacionais. Em ciências, a pontuação foi superior aos 403 pontos de 2022. Leitura e matemática permaneceram próximas dos resultados anteriores, de 410 e 379 pontos.

Participaram 30.140 estudantes de 1.053 escolas, representando cerca de 2.185.000 jovens de 15 anos, aproximadamente 76% da população brasileira nessa faixa etária.

O nível 2 é definido pelo PISA como a proficiência básica necessária para o exercício pleno da cidadania na vida adulta. No Brasil, 48% dos estudantes alcançaram esse patamar ou níveis superiores em ciências, 49% em leitura e 28% em matemática. Em problemas computacionais, 30% atingiram o nível básico, definido nessa área como nível 3 ou superior.

O alto desempenho foi alcançado por apenas 1% dos estudantes em ciências e leitura. Em matemática, menos de 0,5% chegaram aos níveis mais altos. Cerca de 43,8% dos jovens de 15 anos ficaram abaixo do nível mínimo simultaneamente em ciências, leitura e matemática.

Renda e resultados

A condição econômica da família explica 16% da variação das notas de ciências no Brasil, enquanto a média da OCDE é de 12%. A diferença entre os 25% mais ricos e os 25% mais pobres chega a 96 pontos na área, acima da distância média de 85 pontos observada entre os países da organização.

Os 25% de estudantes brasileiros com maior nível socioeconômico alcançam uma pontuação estimada de 469 pontos em ciências. Já os 25% mais desfavorecidos registram 373 pontos. Apesar da desigualdade, 10% dos alunos de menor renda chegam aos níveis mais altos de desempenho na área.

A proporção de estudantes brasileiros com baixo desempenho em ciências diminuiu 4 pontos percentuais em relação a 2015. Nas três disciplinas principais, os resultados de 2025 permaneceram estatisticamente próximos das médias registradas nas avaliações realizadas no Brasil desde 2015.

Famílias e faltas

O acompanhamento familiar da rotina escolar recuou. A parcela de estudantes que dizem ser questionados semanalmente pela família sobre a escola caiu de 62% em 2022 para 51% em 2025.

As faltas também cresceram em comparação com 2022. No Brasil, 55% dos estudantes perderam ao menos um dia inteiro de aula nas duas semanas anteriores ao teste, contra 22% na média da OCDE. No mesmo período, 53% faltaram a pelo menos uma aula, enquanto a média dos países da organização foi de 24%.

O PISA 2025 manteve a avaliação de ciências, leitura e matemática e deu foco especial às ciências. A edição também analisou o protagonismo dos jovens diante de desafios ambientais e incluiu o domínio de aprendizagem no mundo digital, voltado à resolução computacional de problemas e à aprendizagem autorregulada em ambientes digitais.

A OCDE deve divulgar em 2027 dois relatórios relacionados ao ciclo. Um tratará do desenvolvimento de competências de leitura, escuta e fala em inglês como língua estrangeira. O outro examinará como os estudantes autorregulam a aprendizagem e resolvem problemas com ferramentas digitais.

Texto produzido pela Redação Caderno do Saber com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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