MIDLAND, TEXAS — A BASF processou a Apple nesta quinta-feira (3) nos Estados Unidos, sob a acusação de usar sem autorização tecnologias patenteadas de autenticação facial em diferentes modelos de iPhone e iPad. A ação foi apresentada no Tribunal Distrital dos EUA em Midland, Texas, e pede indenização por danos não especificados, além da interrupção de novas violações.
A denúncia foi apresentada pela trinamiX, unidade da BASF, que afirma ter desenvolvido, ao longo da última década, um sistema para reduzir vulnerabilidades presentes em métodos convencionais de reconhecimento facial. Segundo a empresa, esses sistemas podem ser enganados com fotografias, máscaras produzidas em 3D e réplicas de silicone.
Tecnologia citada no processo
A acusação sustenta que a Apple lançou o Face ID em 2017, com o iPhone X, sem empregar a tecnologia da BASF. A empresa alemã afirma, porém, que o recurso passou a ser utilizado em produtos como iPhone 15, iPhone 16, iPhone 17 e iPad Pro, entre outros dispositivos.
A trinamiX diz que o sistema da Apple usa detecção de material e de pele e que essa aplicação infringe sete patentes. “A Apple sabia, ou deveria saber, da alta probabilidade” de violação, afirma a queixa, que também menciona danos substanciais e prejuízos irreparáveis.
A Apple, sediada em Cupertino, Califórnia, não respondeu imediatamente aos pedidos de comentários. Nos nove meses encerrados em 27 de junho, a empresa registrou US$196,5 bilhões em vendas de iPhones e US$21,7 bilhões em vendas de iPads.
Segundo a denúncia, a origem da trinamiX está em descobertas feitas em 2010 por cientistas da BASF que pesquisavam células solares orgânicas. A BASF criou a unidade em 2014 para desenvolver tecnologias de sensoriamento 3D e materiais. A trinamiX afirma deter mais de 800 patentes concedidas ou pendentes no mundo.



