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Fluidstack amplia operação com Google e mira data centers de IA em escala global

Startup britânica fechou rodada de US$ 1,5 bilhão e participa da expansão das TPUs do Google para a Anthropic.

Fluidstack amplia operação com Google e mira data centers de IA em escala global

A Fluidstack passou a ocupar uma posição central nos planos do Google para ampliar o uso de seus chips de inteligência artificial, as Unidades de Processamento Tensorial (TPUs). A startup britânica pretende construir e operar data centers para a Anthropic, que anunciou a compra de até 1 milhão de TPUs para a próxima geração do Claude.

O acordo envolve um plano de financiamento de US$ 200 bilhões, com participação do Google, Blackstone, Apollo, Morgan Stanley e Broadcom. Em novembro, a Anthropic também anunciou que investiria US$ 50 bilhões em data centers desenvolvidos pela Fluidstack. A empresa seria a primeira operadora conhecida publicamente, fora do Google, a administrar data centers de TPUs.

O Google confirmou que a Anthropic é o único cliente identificado publicamente que usa TPUs em seus próprios data centers. A empresa responsável pelo Claude afirma que combina equipamentos do Google, Nvidia, AMD e AWS e desenvolve um chip próprio. A Fluidstack não comentou.

Energia, expansão e financiamento

Um memorando de investimento informa que a Fluidstack deve administrar até 1,3 gigawatts em mais de 10 locais este ano. A projeção é de receita de US$ 660 milhões em 2026, acima dos US$ 200 milhões do ano passado. Até 2030, a empresa pretende gerenciar locais com mais de 17 gigawatts, capacidade superior à atual dos data centers da Amazon e da Microsoft nos EUA, de acordo com a Jefferies.

A startup concluiu uma rodada de US$ 1,5 bilhão liderada pela Jane Street, que avaliou a companhia em mais de US$ 18 bilhões. Em julho, havia anunciado outro aporte, de US$ 750 milhões, com avaliação de US$ 7,5 bilhões, liderado pela Situational Awareness, de Leopold Aschenbrenner. Documentos da SEC indicam que a Fluidstack e novos parceiros contraíram mais de US$ 15 bilhões em dívidas para financiar os projetos.

A empresa começou em 2017, alugando GPUs de jogadores para pesquisadores de inteligência artificial. Durante a pandemia, passou a oferecer blocos inteiros de GPUs a laboratórios corporativos e universitários. Depois do lançamento do ChatGPT, passou a administrar supercomputadores com milhares de GPUs em data centers de terceiros. A receita superou US$ 66 milhões em 2024.

Contratos e estratégia de construção

A Fluidstack fechou contratos para garantir energia de mineradoras de bitcoin como TeraWulf, Cipher Mining e Hut 8. Os acordos, garantidos pelo Google, representam pouco menos de 1 gigawatt e têm duração prevista de uma década. Em fevereiro de 2025, Emmanuel Macron anunciou que a empresa ajudaria a construir um data center de US$ 11,5 bilhões na França. Pouco mais de um ano depois, o projeto teria sido cancelado.

A startup afirma que consegue construir um data center em três meses, enquanto Google, Amazon e Meta levariam pelo menos um ano. Em junho, assinou contrato de arrendamento para dois edifícios nos arredores de Glendale, Arizona, com área total superior a 93 mil metros quadrados. Também prepara unidades modulares transportáveis por caminhão e busca profissionais para funções ligadas à gestão de fábricas, soldagem robótica e usinas solares.

Entre os clientes estão Google, Anthropic, Meta, Jane Street e Black Forest Labs. A empresa pretende garantir 50 gigawatts de energia até 2030. “O objetivo é fechar mais contratos de capacidade nesta década do que qualquer outra empresa no mercado”, diz uma descrição de vaga.

A Fluidstack foi fundada por Gary Wu e Jamie Cox. César Maklary entrou na empresa em 2020, depois de trabalhar com aerodinâmica para uma equipe de Fórmula 1. Até dezembro, a startup estava sediada em Londres; atualmente, fica em Nova York. BlackRock, Atreides Management e Charlie Songhurst aparecem como acionistas em documentos corporativos. Alphabet e Spark Capital também foram apontadas como investidoras.

A Nvidia, avaliada em US$ 5 trilhões, não aparece entre os investidores divulgados. A empresa financia operadoras de nuvem como CoreWeave, Nebius e Crusoe, que oferecem acesso a seus chips. Ao se aproximar do Google, a Fluidstack pode disputar espaço com empresas apoiadas pela Nvidia, enquanto a fabricante negocia um acordo de US$ 500 bilhões para financiar novos data centers.

Texto produzido pela Redação Caderno do Saber com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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