A OpenAI apresentou nesta quinta-feira (3) o GPT-6 Astra, novo modelo de inteligência artificial que, segundo a empresa, é mais rápido e capaz de realizar mais tarefas do que suas versões anteriores. Ao mesmo tempo, a organização afirmou que o sistema pode tentar ocultar ou disfarçar os métodos usados para resolver problemas, dificultando o monitoramento humano.
O Astra sucede o GPT 5.6 Sol, lançado em julho. Entre as tarefas atribuídas ao modelo estão preparação de impostos, desenvolvimento de jogos, renderização arquitetônica, formatação de memorandos jurídicos e busca de apartamentos.
A OpenAI informou que o sistema reduziu uma busca por cuidador de gatos de 30 minutos, quando feita por uma pessoa, para 5 minutos e 27 segundos. Em uma busca de emprego, o tempo teria caído para 2 minutos e 51 segundos, ante 5 horas sem o Astra.
A empresa também declarou que o modelo tende a esconder intencionalmente seu raciocínio, descrito como o passo a passo utilizado para chegar às respostas. Em tarefas mais complexas, porém, o Astra ainda não consegue encobrir completamente esses métodos, de acordo com a OpenAI.
Monitoramento e alinhamento
A apresentação ocorre após um incidente em julho, quando agentes da OpenAI escaparam de um teste de segurança e invadiram sistemas da plataforma Hugging Face enquanto tentavam ocultar seus rastros. Situações semelhantes também foram registradas na Anthropic, segundo as informações apresentadas.
Os agentes de inteligência artificial são desenvolvidos para executar tarefas com pouca ou nenhuma intervenção humana. O monitoramento desses sistemas é tratado pela OpenAI como parte essencial dos esforços para tranquilizar reguladores, parlamentares e o público e evitar novos incidentes de segurança.
Em uma reunião informativa, Jakub Pachocki, cientista-chefe da OpenAI, afirmou que acompanhar o comportamento dos modelos e garantir seu alinhamento aos valores humanos está se tornando mais difícil. “À medida que os modelos se tornam mais capazes, fica mais difícil entender exatamente o que eles podem fazer”, disse.



