FLORIANÓPOLIS — Florianópolis terá uma Casa de Passagem para famílias de imigrantes em situação de rua que tenham filhos menores de 18 anos. O espaço será instalado na Rua Desembargador Gil Costa, número 755, no bairro Capoeiras, e terá capacidade para até 30 vagas simultâneas.
O serviço será administrado pela Associação Scalabrini a Serviço dos Migrantes, organização sem fins lucrativos. O acordo tem vigência de um ano e prevê repasse de R$ 1,8 milhão. As informações estão no Diário Oficial de sexta-feira (4).
A Casa de Passagem integrará a Proteção Social Especial de Alta Complexidade do Sistema Único de Assistência Social. A estrutura substituirá o modelo atual, baseado em diárias de hospedagem temporária em hotéis conveniados. A proposta é oferecer moradia provisória e ações voltadas ao “desenvolvimento progressivo da autonomia das famílias acolhidas”, conforme o documento.
Serviços previstos
O atendimento funcionará 24 horas por dia, inclusive nos finais de semana e feriados. Entre as atividades previstas estão quatro refeições diárias — café da manhã, almoço, lanche e jantar —, espaço para higiene pessoal e lavanderia para roupas de uso próprio, com insumos fornecidos pela entidade.
A equipe mínima deverá incluir coordenação, assistentes sociais, psicólogos e educadores sociais. Também estão previstos orientação jurídica e apoio à regularização migratória, além de articulação com serviços de qualificação profissional e preparação para o mercado de trabalho. O objetivo é apoiar a autonomia financeira e o desligamento planejado e seguro do serviço.
Antes da assinatura formal do convênio, equipes técnicas da prefeitura farão vistorias no imóvel. A análise deverá verificar acessibilidade para pessoas com deficiência, segurança, higiene e salubridade. A data de início das atividades ainda não foi detalhada. A Associação Scalabrini também deverá apresentar o plano de trabalho do local.
Como será o acesso
A Casa de Passagem não receberá usuários por demanda espontânea. O acesso começará pelo atendimento no Centro POP (Centro de Referência Especializado para População em Situação de Rua). Depois, os profissionais encaminharão as famílias em situação de risco à Central de Acolhimento Municipal, responsável pela triagem, pelo registro no prontuário e pelo encaminhamento final às vagas disponíveis em Capoeiras.



