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Teoria de Bowlby ajuda a explicar o vínculo entre irmãos

A relação entre irmãos pode funcionar como referência emocional desde a infância, antes mesmo de a criança compreender o amor.

Teoria de Bowlby ajuda a explicar o vínculo entre irmãos

Uma criança pode buscar o irmão mais velho para se acalmar, brincar ou enfrentar uma situação de medo antes mesmo de compreender o significado do amor. Essa relação é uma das aplicações posteriores da teoria do apego desenvolvida pelo psiquiatra e psicanalista John Bowlby.

A frase que resume essa ideia diz: “Há vínculos que começam antes mesmo de entendermos o que significa amar alguém; para muitas pessoas, um irmão é um deles”. A formulação não foi escrita por Bowlby. Ela é uma síntese inspirada em sua teoria.

O que é a teoria do apego

Bowlby nasceu em 26 de fevereiro de 1907, em Londres. Formou-se em medicina, especializou-se em psiquiatria e psicanálise e trabalhou na Tavistock Clinic. Em 1951, escreveu para a Organização Mundial da Saúde o relatório Cuidados maternos e saúde mental, sobre crianças separadas das famílias durante a guerra.

Entre 1969 e 1980, publicou a trilogia Apego e perda, que se tornou a base de sua teoria. Bowlby morreu em 2 de setembro de 1990, na ilha de Skye, na Escócia.

Para o pesquisador, o apego é um sistema biológico, e não um sentimento aprendido. Desde o nascimento, o bebê busca a proximidade de quem cuida dele, porque essa relação está ligada à sobrevivência. Chorar, sorrir, agarrar-se e seguir são comportamentos que aparecem quando a criança se sente sozinha ou ameaçada.

A pessoa que responde regularmente a esses sinais é a figura de apego. No modelo original, essa função costuma ser associada à mãe. Bowlby também usou a expressão “base segura” para descrever o ponto de onde a criança explora o mundo e para onde retorna quando sente medo.

Quando o irmão assume esse papel

O apego começa a se formar no primeiro ano de vida, antes de a criança ter uma compreensão do que é amar. Bowlby escreveu pouco especificamente sobre irmãos, mas pesquisadores posteriores investigaram essa possibilidade.

Em 1983, Robert Stewart adaptou a chamada situação estranha, experimento criado por Mary Ainsworth, colaboradora de Bowlby. Bebês ficaram em uma sala com o irmão mais velho, em idade pré-escolar, enquanto a mãe era retirada. Em parte dos casos, o irmão se aproximou, tentou consolar e distrair o bebê, que aceitou esse apoio.

Judy Dunn observou comportamento semelhante em famílias inglesas após o nascimento de um segundo filho. Os irmãos mais velhos podiam se tornar referências emocionais uns para os outros antes mesmo de dominarem a fala.

Esse vínculo não substitui a relação com os pais. Ele pode funcionar como uma referência secundária, especialmente quando os responsáveis estão menos disponíveis. A proximidade de idade também favorece a convivência, porque aumenta a divisão de rotinas e experiências. Ao mesmo tempo, afeto e ciúme podem aparecer juntos.

A teoria não afirma que todo relacionamento entre irmãos seja seguro. Há vínculos ansiosos, evitativos e relações marcadas pelo medo. Além disso, os padrões de apego podem mudar com as experiências ao longo da vida. Uma relação muito próxima na infância não garante que os irmãos permanecerão unidos no futuro.

Por isso, a frase deve ser lida como uma reflexão sobre vínculos que surgem antes da linguagem e da compreensão consciente do amor. A teoria veio de Bowlby; a aplicação aos irmãos foi desenvolvida por pesquisadores como Stewart e Dunn.

Texto produzido pela Redação Caderno do Saber com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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