BERLIM — A Lenovo ainda não definiu preço, data de lançamento nem produção em série para o Project AeroBlade, notebook conceito apresentado na IFA 2026. O equipamento foi demonstrado no Lenovo Innovation World 2026, realizado em 3 de setembro, e usa módulos que movimentam o ar sem ventoinhas tradicionais.
A solução, chamada Lenovo Active Flow, foi desenvolvida com a tecnologia AirJet, da Frore Systems. O sistema utiliza membranas que vibram em frequência ultrassônica para formar jatos de ar e retirar o calor do interior do computador. Apesar de não ter pás giratórias, portanto, o protótipo não depende apenas da dissipação passiva pelo gabinete.
Resfriamento em estado sólido
De acordo com a Frore Systems, cada módulo AirJet Mini mede 27 × 41,5 × 2,65 mm, dissipa até 7,5 W de calor e produz 2.000 Pa de contrapressão. A empresa afirma que essa pressão é cerca de dez vezes maior que a de uma ventoinha convencional. O funcionamento chega a 21 dBA no sistema, segundo a fabricante dos módulos.
O protótipo demonstrado usa quatro módulos AirJet, que podem alcançar até 30 W de dissipação combinada em condições de laboratório. A arquitetura reduz componentes mecânicos, vibração e entrada de poeira, mas ainda exige aberturas para permitir a circulação do ar e a transferência de calor para fora do chassi. Os números informados pela Frore ainda precisam ser verificados em testes independentes realizados no notebook.
Corpo leve e informações pendentes
Com menos de 10 milímetros de espessura e peso abaixo de 830 gramas, o AeroBlade tem gabinete de magnésio e alumínio e tela OLED de 14 polegadas. O projeto também inclui Thunderbolt 4 e Wi-Fi 7.
A Lenovo não informou a capacidade da bateria, a memória, o armazenamento ou a identificação final do processador. As unidades apresentadas na IFA utilizavam chips Intel da família Lunar Lake, mas uma possível versão comercial poderá adotar outra plataforma.
A proposta do Active Flow é manter o resfriamento ativo em um corpo ultrafino durante tarefas de produtividade e cargas de inteligência artificial. A Lenovo não divulgou benchmarks públicos sobre desempenho, autonomia ou temperatura. Também não há informações sobre reparabilidade ou custo de substituição dos módulos.
O Project AeroBlade permanece, assim, como uma prova de conceito. A chegada ao mercado dependeria de aspectos como desempenho térmico prolongado, consumo de energia, durabilidade, custo e escala de fabricação.



