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Ciência

Tamanduá-bandeira controla formigas e cupins e depende de áreas preservadas

Predador desses insetos, o mamífero ajuda na dinâmica dos ecossistemas, mas enfrenta perda de habitat, incêndios e atropelamentos.

Tamanduá-bandeira controla formigas e cupins e depende de áreas preservadas
Foto: Nareeta Martin/Unsplash

O tamanduá-bandeira exerce um papel importante nos ambientes onde vive ao se alimentar de formigas e cupins. A espécie participa das relações de predação e ajuda a manter essas populações em níveis que não prejudiquem o solo e a vegetação.

Nativo do Brasil, o mamífero tem corpo alongado, garras grandes e língua comprida. Sua alimentação é baseada quase totalmente em insetos sociais. Como não possui dentes, usa as garras para abrir formigueiros e cupinzeiros e a língua pegajosa para capturar o alimento.

O professor Fernando Resende, médico veterinário e docente do Centro Universitário de Brasília (UNICEPLAC), explica que o animal contribui para a dinâmica das comunidades ao participar das relações de predação. Já André Faria Mendonça, do departamento de ecologia da Universidade de Brasília (UnB), afirma que o tamanduá permanece pouco tempo em cada ninho. Dessa forma, não destrói completamente as colônias antes de procurar outro local.

Mesmo consumindo grandes quantidades de insetos, o tamanduá não elimina essas populações. A quantidade de formigas e cupins também depende do clima e das características do ambiente. Para Ana Cristina Mendes de Oliveira, zoóloga e professora do Laboratório de Ecologia e Zoologia de Vertebrados da Universidade Federal do Pará (UFPA), o comportamento do mamífero ajuda a impedir o crescimento descontrolado das colônias e contribui para o equilíbrio do solo.

Habitat e ameaças

Solitário, o tamanduá-bandeira pode ter atividade durante o dia e à noite. A espécie ocorre em diferentes regiões do país, de áreas abertas a florestas, e precisa de espaços extensos e preservados para sobreviver. A presença em dupla costuma ocorrer em períodos de reprodução ou quando a fêmea está com o filhote.

Dados do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) indicam que a espécie desapareceu de algumas regiões e diminuiu em outras. No Brasil, é classificada como vulnerável à extinção.

A perda e a fragmentação do habitat estão entre os principais riscos. A expansão da agricultura, a construção de estradas e os incêndios reduzem as áreas naturais e dificultam o deslocamento. Como percorre grandes distâncias, o animal fica mais exposto ao cruzar rodovias.

A reprodução também limita a recuperação das populações. “Geralmente nasce apenas um filhote por gestação, com um período longo de cuidado materno”, explica Resende. Para o professor, proteger o tamanduá-bandeira envolve preservar os ambientes dos quais a espécie depende. A redução do animal em determinadas regiões pode indicar impactos que também atingem outras espécies, como a perda e a fragmentação de habitat.

Texto produzido pela Redação Caderno do Saber com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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